![]() nº 023 28 de Fevereiro de 2006 |
Eclipse Penumbral da Lua14 de março de 2006 |
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Irineu G. Varella & Priscila D.
C. F. de Oliveira |
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Sempre que ocorre um eclipse lunar, a Lua adentra à penumbra terrestre. Se o eclipse é umbral, isto é, um eclipse em que a Lua entrará também na sombra (umbra) da Terra, a passagem da Lua pela penumbra é denominada de fase penumbral do eclipse. Em muitas situações, no entanto, a Lua entra somente na penumbra, sem passar pela região de sombra. Nessas circunstâncias teremos o chamado eclipse penumbral. A figura abaixo ilustra a passagem da Lua pela penumbra terrestre no dia 14 de março próximo.
Os eclipses lunares são fenômenos que ocorrem simultaneamente para todos os observadores. Desta forma, os horários de ocorrência das diversas fases são os mesmos para todos os observadores situados em um mesmo fuso horário. Na tabela 1 estão os horários das 3 fases do eclipse, ilustradas na figura anterior: primeiro contato externo da Lua com a penumbra (P1), meio do eclipse penumbral (M) e o segundo contato externo da Lua com a penumbra (P4). O primeiro contato externo representa o início do eclipse e o segundo contato externo o final do eclipse. Note que para o fuso (-2h), o eclipse termina às 00:13 do dia 15 de março.
Para saber a qual fuso horário pertence o seu local de observação, consulte Fusos Horários do Brasil. Na tabela 2 estão relacionados os dados necessários à observação do eclipse em seis cidades brasileiras. Nas colunas encontram-se os horários do nascer da Lua (N), os horários do Inicio, Meio e Fim do eclipse, assim como a altura (h) e o azimute (Az) da Lua nos instantes considerados.
Os eclipses penumbrais da Lua são difíceis de serem observados. Em geral, quase nada se nota durante a sua ocorrência. Somente nos eclipses penumbrais - com magnitude superior a 0,7 - pode ser notada, por um observador atento, uma ligeira atenuação na intensidade do brilho da Lua ( luar ). A melhor descrição é que a Lua, durante a sua permanência na penumbra, apresenta-se ligeiramente pálida e o luar esmaecido. Vale a pena observar o fenômeno para que você mesmo perceba as alterações, comparando o brilho e a coloração da Lua antes da entrada ( ou após a saida ) na penumbra com o brilho e a cor no instante do meio do eclipse. |
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| Produção,
autores e contatos |
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Autor: Irineu Gomes Varella Astrônomo. Diretor
do Planetário e Escola |
Autora: Priscila D. C. F. de Oliveira Coordenadora do Centro
de Documentação |
Correio
eletrônico: uranometrianova@hotmail.com
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atualização: 28.FEV.2006
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