![]() nº 026 31 de Agosto de 2006 |
Eclipse Anular do Sol22 de setembro de 2006 |
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Irineu G. Varella & Priscila D.
C. F. de Oliveira |
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Os eclipses solares ocorrem toda vez que a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol. Estando, portanto, em conjunção com o Sol, os eclipses solares só podem ter lugar quando a Lua passa pela fase de Lua Nova.
Os
eclipses solares só podem ser observados nas regiões
da Terra onde os cones de sombra (umbra) e de penumbra da Lua interceptarem
a superfície terrestre. Os observadores localizados nas regiões
onde a sombra da Lua atinge a Terra verão um eclipse total
ou anular. Nos locais onde apenas o cone de penumbra atinge a Terra,
o eclipse é parcial. Se o vértice do cone de sombra
da Lua não atinge a Terra, como na figura 1, teremos o eclipse
anular. Nesses eclipses, o disco lunar, mesmo na fase de centralidade,
não cobre totalmente o disco solar, restando um "anel"
do disco solar ao redor do disco negro da Lua, daí o nome de
eclipse anular. NUNCA OBSERVE O SOL, MESMO DURANTE
UM ECLIPSE, SEM A DEVIDA PROTEÇÃO PARA A VISTA.
A figura abaixo, confeccionada pelo astrônomo norte-americano Fred Espenak, da NASA, ilustra a trajetória da sombra da Lua na superfície terrestre. O deslocamento da sombra se dá no sentido da rotação da Terra, isto é, para leste (E). Assim, as primeiras localidades a observar o eclipse anular estão na América do Sul e as últimas no Oceano Índico. O deslocamento da sombra na superfície terrestre resulta da composição dos movimentos da Lua ao redor da Terra (movimento de revolução) e dos movimentos do nosso próprio planeta (rotação e translação).
A faixa de anularidade, que corresponde à trajetória da sombra da Lua sobre a superfície terrestre, atravessa a Guiana, o Suriname, a Guiana Francesa, o extremo norte do Brasil, no Estado do Amapá, para em seguida ingressar no Oceano Atlântico e deslocar-se até o Oceano Índico na região ao sul da África. Exceto no extremo norte do Amapá, o eclipse será parcial em todo o território brasileiro.
Na tabela 1, estão relacionados os dados necessários à observação do eclipse em 49 cidades brasileiras. Nas colunas encontram-se os horários do nascer do Sol (N), os horários do início, do máximo e do fim do eclipse, a duração em horas e minutos (Dur), assim como a altura (h) e o azimute (Az) do Sol nos instantes considerados. A grandeza (g) representa a fração do diâmetro solar encoberto pela Lua e o obscurecimento (O) representa a porcentagem do disco solar encoberto pela Lua. Na tabela 2, estão relacionados os horários da fase anular para o município de Oiapoque-AP, o único do Brasil onde se poderá ver o eclipse anular.
OBSERVANDO O ECLIPSE
A observação do eclipse implica na observação do Sol. Portanto, todo o cuidado é pouco e a advertência anterior é fundamental e deve ser rigorosamente obedecida. A utilização de filtros deve ser feita, também, com bastante cuidado e critério, evitando-se o uso de materiais e de procedimentos cuja segurança não tenhamos certeza. Não há porque evitar a observação do eclipse e vê-lo pela televisão ou pela Internet. A observação de fenômenos astronômicos, com os devidos cuidados, deve sempre ser feita "ao vivo e em cores"! Aqui vão algumas "dicas" para que você observe o eclipse com segurança: "Filtros" e "Métodos" que não devem ser utilizados Não são seguros os seguintes "filtros" e não devem ser utilizados os "métodos" de observação adiante descritos, pois não eliminam o UV ( ultra-violeta ) e o IV ( infra-vermelho) prejudiciais à visão: 1.
"Sanduiches" de pedaços de filmes preto e branco
velados ou "sanduiches" de pedaços de filmes coloridos
velados ( este último "método" é
ainda pior );
2.
Vidros esfumaçados, vidros coloridos, pedaços de garrafas
escuras;
3.
Olhar para o reflexo do Sol em uma bacia com água;
4.
Óculos escuros, lentes polaróides ou óculos
que "filtram" UV, mesmo que, de acordo com o fabricante,
a redução de UV seja grande;
5. Papéis celofanes de quaisquer cores em folhas simples ou associados em "sanduiches"; 6. Pedaços escuros de radiografias ( chapas de Raios-X ); 7. Não utilize filtros que se acoplem à ocular do seu telescópio, mesmo que tenham vindo junto com o telescópio e indicados pelo fabricante. O calor gerado durante a exposição ao Sol pode romper o filtro expondo, repentinamente, a sua vista aos raios solares; 8. Não "adapte" um vidro para máscara de soldador ( mesmo o de nº 14 ) à ocular ou à objetiva do telescópio. Como
acompanhar o fenômeno com segurança
Para a observação do eclipse e do disco solar, sem o uso de equipamento óptico, é necessário a utilização de um filtro. Um filtro muito eficiente, de baixo custo e de fácil aquisição é o vidro para máscara de soldador nº 14. Colocando-o diante dos olhos, é possível atenuar bastante o brilho solar e filtrar as radiações nocivas aos olhos evitando prejuízos à visão. A observação deve ser feita por breves períodos e seguidos de períodos de "descanso". Assim, um bom procedimento é observar o Sol através do vidro por uns 5 a 10 segundos e depois "descansar" por uns 10 ou 20 segundos. Como acompanhar o fenômeno utilizando um telescópio O leitor que disponha de uma luneta ou de um telescópio, poderá utilizá-lo no acompanhamento do fenômeno servindo-se do método de projeção da imagem como ilustrado na figura abaixo. O observador deve providenciar uma tela branca para projeção ( cartolina ou papel sulfite ) e um anteparo para produzir sombra na tela de projeção aumentando o contraste da imagem.
O método de projeção, além de seguro, possui a vantagem de permitir a observação do disco solar simultaneamente por várias pessoas. O método poderá depois ser utilizado por aqueles que desejarem acompanhar o Sol e fazer os registros diários das manchas solares. Orientações sobre como proceder na prática deste importante trabalho de observação astronômica serão objeto de futuras publicações na série Astronomia & Astrofísica. Existem,
também, filtros que podem ser acoplados à objetiva
de telescópios, permitindo a observação direta
através da ocular do equipamento. Esses filtros, denominados
MYLAR, são constituidos por um filme plástico ( ou um
celulóide ) sobre o qual está depositada uma camada
metálica que reflete grande parte da luz solar e produz forte
absorção deixando que apenas uma pequena porcentagem
da luz solar atinja a ocular. |
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| Produção,
autores e contatos |
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Autor: Irineu Gomes Varella Astrônomo. Diretor
do Planetário e Escola |
Autora: Priscila D. C. F. de Oliveira Coordenadora do Centro
de Documentação |
Ultima
atualização: 02.SET.2006 |
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Correio
eletrônico: uranometrianova@hotmail.com
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Web
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