Astrofísica Estelar |
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03
- NOÇÕES BÁSICAS DE ESPECTROSCOPIA 1 |
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Irineu
Gomes Varella |
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Em
1666, o grande físico inglês Isaac Newton (1642-1727) fez
um feixe de luz solar ( luz branca ) atravessar um prisma e notou que,
ao emergir do prisma, o feixe estava decomposto em feixes com as seguintes
cores: vermelha, alaranjada, amarela, verde, azul, anil e violeta. Tradicionalmente,
fala-se nas sete cores, incluíndo-se na relação anterior
a cor anil ( às vezes chamada de índigo ) e que representa
um tom mais escuro de azul e cita-se que são as "sete cores
do arco-iris". De qualquer modo, as iniciais das cores em que a luz
branca se decompõe constitui-se em um meio mnemônico para
recordá-las: V A A V A A V. Ao resultado da decomposição
da luz denomina-se espectro. Se se fizer com que cada um dos
feixes em que a luz branca se decompôs atravesse novamente um prisma,
notaremos que não haverá nova decomposição.
A luz branca, por esse fato, é denominada de luz policromática
(com várias cores) e cada feixe colorido é denominado de
"luz" monocromática (uma cor). |
DISCO
DE NEWTON: Para mostrar que a luz branca está composta
pelas cores anteriores, constrói-se um disco com diversos setores
coloridos com as sete cores anteriores ( veja figura ao lado ). Fazendo
o disco girar rapidamente ao redor de um eixo perpendicular ao seu plano
e que passe pelo seu centro, notaremos que ele vai se apresentar branco.
Na retina de nossos olhos chegam simultaneamente as várias cores
do espectro e a sensação visual que temos é que o
disco tornou-se branco. Esse experimento e outros com discos contendo
apenas algumas das cores anteriores encontram-se descritos no livro "Opticks:
or a Treatise of the Reflections, Refractions, Inflections and Colours
of Light" de Isaac Newton, publicado em Londres, em 1704. |
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Muito
tempo se passou até que a descoberta de Newton chamasse a atenção
de outros físicos e dos astrônomos. Em 1802, o físico
e químico inglês William Hyde Wollaston (1766-1828), estudando
o espectro do Sol notou a presença de 4 linhas escuras que supôs
fossem linhas que marcassem a separação entre as cores. |
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Entre
os anos de 1814 e 1815 o físico alemão Joseph von Fraunhofer
catalogou centenas de linhas escuras no espectro solar. Elas passaram
a ser conhecidas posteriormente, como raias de Fraunhofer. A
nomenclatura por ele utilizada para designar as linhas escuras do espectro
solar é ainda citada na literatura astronômica até
os nossos dias, embora por razões históricas apenas. O estudo
dos espectros só foi retomado quase 40 anos após o seu trabalho. |
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