| Histórias | ![]() |
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| da Astronomia | ||||||||||||
| Produção: Irineu G. Varella & Priscila D.C.F. de Oliveira | ||||||||||||
| Nº 027 - 27 de Dezembro de 2008 | ||||||||||||
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PLANETÁRIO
DO CARMO: ORIGEM E IMPLANTAÇÃO |
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Irineu
Gomes Varella * |
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Embora inaugurado há pouco mais de três anos (em 30 de novembro de 2005), o Planetário do Carmo tem uma história que remonta aos anos '80 do século passado, quando a sugestão da construção de um segundo Planetário na Cidade de São Paulo, idealizada pelo autor deste texto, foi levada ao Prefeito Jânio Quadros pelo então Secretário de Serviços e Obras do Município, Dr. Fiore Wallace Gontran Vita. É do conhecimento geral que o Planetário do Ibirapuera foi o primeiro Planetário implantado em nosso país, em 26 de janeiro de 1957. Sua história, também, remonta ao início dos anos '50, quando a idéia da sua aquisição e implantação foi proposta à Prefeitura do Município de São Paulo pela Associação de Amadores de Astronomia de São Paulo (AAA) e pelo Prof. Aristóteles Orsini. Desde a sua inauguração, o Planetário ofereceu milhares de espetáculos públicos e centenas de cursos de Reconhecimento do Céu, utilizando o projetor Planetário Zeiss, modelo III, fabricado em Oberkochen, na antiga Alemanha Ocidental. Durante os últimos anos de seu período de direção do Planetário do Ibirapuera, o Prof. Aristóteles Orsini já se preocupava em substituir o projetor Zeiss modelo III, por um modelo mais moderno. Orçamentos para a substituição foram feitos e as competentes requisições de recursos foram incluídas nas propostas de Orçamento Programa do Planetário. Após a sua aposentadoria, em 1980, tive a honra de suceder o Prof. Orsini na direção do Planetário e da Escola Municipal de Astrofísica. Em todas as propostas de Orçamento Programa, mantive a solicitação de verbas para a aquisição de um novo projetor para o Planetário do Ibirapuera. A crescente procura pelas apresentações do Planetário, a partir de 1984, tanto pelo público em geral, como pelas escolas, levou rapidamente ao esgotamento da capacidade de atendimento da Instituição. Pela sua idade, o projetor não permitia que se aumentasse o número de espetáculos. Ele já estava trabalhando com sua carga máxima. Foi quando, atendendo a uma solicitação do Prefeito Jânio Quadros a respeito do funcionamento e do atendimento do Planetário, expus a necessidade de se adquirir um projetor mais moderno para substituir o que operava no Ibirapuera. Tendo em conta, ainda, o esgotamento da capacidade de atendimento do Planetário do Ibirapuera, sugeri que, havendo a compra de um novo projetor, que o projetor Zeiss III, instalado no Ibirapuera não fosse desativado mas instalado em outro local da cidade o que viria a permitir a descentralização do atendimento e a redução da demanda reprimida de escolas - cerca de 1.100 escolas eram atendidas anualmente no Ibirapuera e havia uma lista de espera de mais de 800 escolas aguardando agendamento. Em 1990, na gestão da Prefeita Luiza Erundina de Souza, o Diretor do Departamento de Parques e Áreas Verdes (DEPAVE), o Prof. Antonio Edson Ferrão, criou, através da Portaria nº 037/DEPAVE-G/91, publicada no Diário Oficial do Município de São Paulo em 02 de junho de 1990, a primeira comissão para se estudar a implantação de um segundo Planetário na Cidade de São Paulo. Fui nomeado para essa comissão na qualidade de Presidente dos trabalhos. Durante meses os membros da Comissão se reuniram para discutir sobre a aquisição de equipamentos, possíveis locais para a instalação do Planetário, logística de acesso para o público e para as escolas vindas do interior do Estado, etc, elaborando um extenso relatório com inúmeras sugestões para os órgãos da administração superior da Prefeitura. |
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O
novo projetor - um Zeiss UNIVERSARIUM - modelo VIII, foi adquirido
pela Prefeitura de São Paulo em 1996. Chegou ao Brasil em 1997
e ficou acondicionado, em primeiro lugar, nos depósitos da
SCHENKER do Brasil, em Santo Amaro e, depois, nos depósitos
da DECOM, no bairro do Sacomã, também em São
Paulo. Ficou decidido pela Prefeitura, no entanto, que o novo projetor
não seria mais instalado no Ibirapuera, mas em outro local
da Cidade. |
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O
local escolhido foi fixado, durante a gestão do prefeito Celso
Pitta, no Parque do Carmo. Acompanhei os trabalhos e sugestões
de projetos para o novo edifício até maio de 2002, quando
deixei a Diretoria da Instituição. O Planetário
do Carmo começou a ser construído no segundo semestre
de 2003, inaugurado em novembro de 2005 e, um ano após a sua
inauguração, suas
atividades públicas foram encerradas e o edifício fechado
em fevereiro de 2007, em função de problemas na sua
construção. Durante o período em que funcionou,
o Planetário do Carmo contou com uma equipe bastante ativa
e dedicada que implantou e produziu programações destinadas
ao público em geral e às centenas de estudantes que
freqüentaram as sua apresentações. |
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